Friday, June 6, 2014

Restlessness...

Sometimes I wonder in which level am I, taking into account, that the archetype of life advocated by many of the middle class people, is that we only truly justify our passage in this world, if we've had children or if we've planted a tree or even if we've written a book. Curiously I never understood why is music excluded.
In my case:
- I have no children and never really wished them (sorry, but I do not feel guilty about it...),
- Sadly I do not have the talent to make music or even a true and natural aptitude for writing (and this includes books obviously…),
- I love and respect nature but never had the will or the desire to plant trees (but I have some pride in the flowers that I water every day and that I helped to smile ...)
- I do not consider myself particularly nice or kind to others (although I have the arrogance to think that I have some principles of life and some verticality in some of the honorable values that I defend (whatever that means) as this for any reason would be sufficient to maintain some basic social life...)
- I'm not always worried about someone else (to be completely honest), on the contrary, I'm often too centered on myself (I'm working on it but I hate this facet ...)

For all this, I wonder (at times), when I finished my passing, if instead of being remembered, will people ever miss me?
And if so, how can one feel the absence of someone without being reminded?

How presumptuous and selfish is this?

P.RestlessMindx

--- (Portuguese version)
Às vezes ponho-me a pensar, em que patamar me devo colocar, tendo em conta que o Arquétipo de vida defendido por muita gente da classe média, é que nós só justificamos verdadeiramente a nossa passagem neste mundo, se tivermos tido filhos ou se plantarmos uma árvore ou ainda se tivermos escrito um livro. Curiosamente nunca percebi porquê que excluem a música deste modelo.
No meu caso :
- Não tenho filhos e nunca verdadeiramente os desejei (desculpem, mas não me sinto culpado por isso...),
- Não tenho o talento para fazer música ou sequer uma verdadeira e natural aptidão para escrever (e isto inclui livros obviamente),
- Apesar de gostar e respeitar a natureza, nunca tive a vontade ou o desejo de plantar árvores (mas tenho algum orgulho nas flores que rego todos os dias e que ajudei a sorrir),
- Não me considero especialmente bondoso (embora tenha a arrogância de pensar que possuo alguns princípios de vida e alguma verticalidade em alguns dos honoráveis valores que eu defendo (seja lá o que isso quer dizer) como se isso só por si fosse suficiente para manter a ilusão de ter alguma espécie de vida social....),
- Também não sou alguém sempre preocupado com os outros (para ser completamente honesto), pelo contrário, sou demasiadas vezes muito centrado em mim mesmo (estou a tentar melhorar mas odeio esta faceta...)

Por isto tudo, pergunto-me (às vezes), se quando eu tiver terminado a minha passagem, em vez de ser lembrado, as pessoas alguma vez sentirão a minha falta ?
E se assim for, como se pode sentir a falta de alguém sem se ser lembrado ?

Quão presunçoso e egoísta é isto ?

P.RestlessMindx

Finitude...

The fragility and the disease when it happens to whom we like, paradoxically, instead of approaching sometimes simply distances us ... But...