Sunday, June 4, 2017

Eu gosto de andar por aí...

Eu gosto de andar por aí, sossegado, a sentir de perto o desassossego...
Misturado no meio da multidão
Incógnito, invisível, perdido
Afastado de mim,
em busca de algum sentido

Saberei eu, algum dia, encontrar o meu caminho de volta?

Eu gosto de andar por aí,
em todo o lado e em lado nenhum
a escutar os silêncios do mundo...
Nessa marcha ensurdedora
junto os meus gritos aos gritos dos outros,
abafando os gritos roucos
que vêem do fundo

Conseguirei eu, algum dia, perceber a minha revolta?

Às vezes, pergunto-me...
Podemos nós ser Tudo,
o que é o Sim e o que é o Não,
sem perdermos a Razão ?

Cuspirmos nas pedras sujas da calçada
toda a Maldade do Mundo
Sonhando que Mudamos tudo,
sem afinal, mudarmos Nada ?

P.RestLessMind x (2017)

Finitude...

The fragility and the disease when it happens to whom we like, paradoxically, instead of approaching sometimes simply distances us ... But...